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Taça

A Rouse Maria, Lilipoeta, Paty


E quando os canários voam com o seu canto cor de vinho
Fecundam o meu vazio e queimam a minha alma
E os meus desejos viajam nas suas asas
Desencontrando-se no caminho do sol

São golpes, sou malhado a fogo
Quebro-me em pedaços de cristal
Aguardando a tua unha negra me reunir

Lançado a qualquer sorte
O gosto do vinho acre
Nesse momento é como o sangue
O terrível gosto de sangue e fel

Veja como são as coisas
Outrora o gosto da tua boca
Abandonado agora

Estilhaços
Rio sem rumo

E os canários retornam ao nada
Qual brasa afastada da fogueira.
Deijair Miranda
Enviado por Deijair Miranda em 20/08/2005
Código do texto: T43861
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Sobre o autor
Deijair Miranda
Pojuca - Bahia - Brasil, 41 anos
116 textos (5514 leituras)
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