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METADE


Metade de mim, deixei lá no sul
Metade de mim, eu trouxe pro norte
Metade é marrom ou de cor azul
Metade é azar e eu jogo com a sorte

Metade eu perdi, deixei com alguém
Metade eu escondo e guardo comigo
Metade não sei, não pertence a niguém
Metade eu dei para um grande amigo

Metade sou homem, metade cavalo
Metade sou deus, metade centauro
Metade do mundo, eu vivo a cavá-lo
Metade é terra, metade é auro

Metade de tudo, eu bem que sabia
Metade de nada, esqueci no passado
Metade só mostro a minha alegria
Metade é prazer, prazer já gozado

Metade agonizo neste sofrimento
Metade eu canto este mal de amor
Metade é silêncio ou então um lamento
Metade eu rimo uma dor com outra dor

Metade é doçura, metade é ardor
Metade é frieza de um mundo vão
Metade agressão, metade candor
Metade eu seguro com a palma da mão

Metade são cinzas, cinzas já queimadas
Metade que mente, anula e aniquila
Metade é rio, águas já passadas
Metade é lagoa de face tranqüila

Metade é abraço, metade é ciúme
Metade é vontade, vontade, desejos
Metade é frescura e a outra, perfume
Metade é vontade de ter os teus beijos



Fernando Tanajura
Enviado por Fernando Tanajura em 20/08/2005
Código do texto: T44005
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Fernando Tanajura
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