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Minha Mar



 


Minha Mar sublinha andares na rota do meio.
Conto com caminhos que pensava não ter mais.

Deixei afundarem-se meus navios arrogantes
E truculentos,
Para embarcar nos barcos mais suaves
Dos novos mares.
Joguei fora as velas velhas e os falsos fatos,
Escapei do museu de aço que me açoitava,
Desfiz-me de uma ponta de faca tão esmurrada.

Agora o tempo é verde, o céu é verde, o sol azul.

Por águas quase desconhecidas eu velejo, e me vejo...
Sendo safo e impulsivo com outras emoções.
Outras brisas, nova musa, novos olhos verdes,
Outro sorriso, nova Mar, novos dias leves.

Então leia meus poemas, novos e antigos.
Então me puxa pela mão e me leva e me nina...
E seja bem vinda ao meu coração.

Eu chego ao seu lado e falo minha vida toda,
E ouço a sua vida toda pelo verde de suas íris.
Quando pensarmos nós dois juntos,
E virarmos um em outro, seremos abençoados.
Quando estivermos sozinhos na ilha
Estarei escrevendo meus sonhos contigo.

Estas minhas palavras são minhas fichas,
Minhas mensagens, meu lamento,
Meu segredo revelado aos quatro ventos.
Estas palavras são o segundo presente,
De outros tantos que virão no futuro.
Quando minha Mar for meu amar,
E eu, atirado ao mar, chego a braço à marina.

 
Felipe Melo
Enviado por Felipe Melo em 16/02/2005
Código do texto: T4527
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Sobre o autor
Felipe Melo
Recife - Pernambuco - Brasil, 35 anos
38 textos (3517 leituras)
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