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Doce Morte

Minha cabeça estronda quando tua voz diz que me ama, quando tua boca morta tenta me beijar, tenho nojo da tua face agora.
O vírus que percorre tuas veias e que te faz vomitar é o mesmo que você me deu de presente na mesa do jantar. Espero que tua vida vire um inferno, como virou a minha.
Seu sangue transborda estourando tua máscara e mostrando quem você é e do que é capaz.
Agonizo no leito da morte mas ainda espero que você vá primeiro, sua pele e ossos se uniram e tua caveira está exposta, posso até ver nosso filho em tuas entranhas, posso até ver tua veia secando e seu pulmão sem vida ser tragado.
É agora que tua falsidade vai morrer e vai morrer na solidão, vai morrer como uma árvore, vai estuprada pela terra, na qual terei o prazer de jogar em cima de você.
Esperas pela cura que nunca virá, não à tempo, e agora meu carro não te salvará, minha herança não te salvará e minha vida pra você de nada vale.
Juliano Rossin
Enviado por Juliano Rossin em 04/09/2005
Código do texto: T47647
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Sobre o autor
Juliano Rossin
Curitiba - Paraná - Brasil, 33 anos
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1 e-livros (8 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 06/12/16 01:06)
Juliano Rossin