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Cinzas e Sombras

Sob uma terra sem condições de plantio pois as terras sãos só pó e cinzas a mãe olha pra sua cria sem esperanças de que sobreviva, ela reza a prece dos condenados para que essa criança não sofra com  o corte afiado da foice da morte, ela desperdiça a água do seu corpo derramando lágrimas sobre esse corpo frágil e esquelético.
As sombras chegam sobre o casebre de lama e galhos, invade o lugar açoitando os corpos sem resistência, faz florescer um certo pavor na mente dos miseráveis e lhes rouba o último pedaço de pão daquele mês.
Olha com desdém praquele ser, parecendo deformado, embrulhado em panos encardidos, fedendo a leite azedo que nem forças pra um último suspiro tem e fica enojada só em pensar tocá-lo.
Agarra sua amiga inseparável a foice e em um único golpe lhe dilacera a alma, levando o fruto daquele estupro a ser esquecido no coração partido da mãe.
Juliano Rossin
Enviado por Juliano Rossin em 04/09/2005
Código do texto: T47648
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Sobre o autor
Juliano Rossin
Curitiba - Paraná - Brasil, 33 anos
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Juliano Rossin