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Palavra

Querias
palavras claras e simples
transparentes
e límpidas
como a chuva
ou o cristal?
Toma!
Ofereço-te um poema
onde tudo é luz.
Guarda-o sempre
ao alcance da vista
e não o mistures
com a vaidade
ou coma farsa
Este poema é como eu.
Como eu
tem vertentes e subidas
picos agrestes
e também
os lagos transparentes dos vales
e a doçura do crepúsculo.
Guarda-o
ele é teu.
É teu...
Entendes?
Não o dei ao teu vizinho
não o mandei através da poeira
para ouvidos que são duros.
Foi a ti que eu o dei.
Guarda-o sempre
ao alcance da vista.
Uma palavra
só uma
simples e pura
como são as verdades...
Muda este poema
para essa palavra
e guarda-a
ela é tua.
Lembra-te:
fui eu que a disse
e que ta dei.
Fui eu que a criei
e que a vivi.
M;as agora dou-ta.
Entende-a.
Ama-a.
Adeus.
Regina Sardoeira
Enviado por Regina Sardoeira em 08/09/2005
Código do texto: T48686
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Sobre a autora
Regina Sardoeira
Portugal
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Regina Sardoeira