Fio da foice

Morte engraçada.

Tanto poética,

Lhe pega do nada.

Bizarra.

Leva à dúvida

Sequer convida,

Em maioria dos casos.

Lúcida.

Há quem exore

Por rapto.

Fetichistas.

Dona de mundos,

Digamos estupradora,

Fetichista.

Cliente imóvel em saco,

Lacrado com carinho,

Por bem ou mal,

Lançado em mortemóvel,

Carrossel, carrão ou carrinho.

Viagem infernal.

Violência apenas

Prosaico,

Veloz ingresso.

Mosaico de sucesso.

Artesã laboriosa.

Rotina retomada

E repetida, repintada,

Outra e ulterior obra.

Morte atéia.

Pobre morte atéia.

Quem sabe cobice

Pouca féria.

Ser levada,

E revirada.

Fetichista.

Dona de chefes,

Dona de patronos,

Dona de mestres,

Dona de donos.

Coisa certa:

Morte incerta.

Engraçada, esperta.

Prega peças,

Palhaçadas,

Coisas travessas,

Coisas engraçadas.

Arteira,

Certeira.

Quem sabe venha

Contigo ficar defronte.

Amanhã, hoje...

Por que não ontem?

Quem sabe vire ano

Com faca juntada

Ao crânio.

Por que não?

Espada, facão, espadão.

Por que não?

Machado, serrote, mobilete.

Colher, cadeira, pacote de balão.

Até nanico canivete.

Por que não?

Até vidro no ânus.

Régua na orelha.

Ácido em sobrancelha.

Membros em panos.

Nada impossível.

Depende do fetiche

Ou prenda.

Depende do nível.

Faz favor?

Caso encontrá-la,

Dia ou noite,

Aonde ou onde,

A mim conte.

Graciosa, grotesca?

Delgada, brutamonte?

Esgrouviada, pitoresca?

Ele, ela?

Quero bater papo...

Giovanne Steudel
Enviado por Giovanne Steudel em 17/08/2014
Código do texto: T4926077
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