SANTA RITA, MINHA TERRA

Francisco de Paula Melo Aguiar (*)

Minha cidade de Santa Rita,

Fonte de minha inspiração;

Tu não passas de um dormitório,

És o sol de fogo em minha visão.

Sol de fogo como lua prateada,

A folhagem do canavial;

Rumoreja e farfalha ao vento,

Tomando banho fluvial do Paraíba.

Estrada de Manema,

Tempo colonial;

Por aqui o sertanejo descançava,

Com destino a capital.

O canavial queimando,

O vento soprando o bambuzal;

Como sol de fogo em areia dourada,

Por asfalto, ferro e mar ligando a capital.

Forte Velho, Ribeira e Livramento,

O Atalaia, primeira edificação colonial;

Tibiri e Mumbaba,

A popular a nossa visão espacial.

A popular é o meu lugar,

Terra de gente boa;

Que não vendo;

E não troco por qualquer lugar.

Aqui se tem de tudo,

Teve até chafariz de leite;

Água, rio e riacho,

História da política do desfeite.

Tem o açude de água mineral,

Local confidente do arrabalde;

Lugar preferido para tomar banho,

Sem precisar de lata ou de balde.

É esta a minha terra,

Santa Rita, terra de moça bonita;

Gente de pele tostada de plantar,

De cortar cana para a usina apitar.

Ficam as portas,

Apenas os parasitas;

Aqui é a terra do trabalho,

E o povo grita: Viva Santa Rita!

.................

(*)

Membro da Academia Paraibana de Poesia

e da Academia de Letras do Brasil.

FRANCISCO DE PAULA MELO AGUIAR
Enviado por FRANCISCO DE PAULA MELO AGUIAR em 12/11/2014
Reeditado em 19/01/2024
Código do texto: T5032801
Classificação de conteúdo: seguro
Copyright © 2014. Todos os direitos reservados.
Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor.