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Lua crescente

Como se abrisse um botão
E encontrasse pétalas mortas
Escutei tuas verdades
Com os espinhos a sangrar
Os dedos ainda inocentes
Desvirginando o medo.

Condenada ao amor
Do outro tão desconhecido
Louco a despetalar o enredo
Soltei-me ao vento
E tentei juntar os fragmentos
Em busca de um embrião
Com aroma de primavera.

Vivo por entre as mãos
Cicatrizando as dores
E as amargas profecias
De um eu irrealizável
Nas incessantes estações
Não sei se ainda reticente
Aguardo tempestades
Encarceradas em minhas inconstâncias...
Helena Sut
Enviado por Helena Sut em 15/09/2005
Código do texto: T50824
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Sobre a autora
Helena Sut
Curitiba - Paraná - Brasil, 47 anos
614 textos (790219 leituras)
2 áudios (1258 audições)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 10/12/16 10:57)
Helena Sut

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