PARA SEMPRE

Tua lembrança me espreita nas esquinas

nos degraus, nos corredores,

na calçada

no cais, nas avenidas

nas longas ruas de chuva.

O que tu és me segue em cada rosto.

Tudo que em ti é meu me justifica

de perseguir no mundo o que tu és

e não é meu.

No sobressalto, o salto no escuro.

O muro que eu criei

não me defende desse medo,

desse frio na barriga do coração

partido em cacos espalhados

e em cada um teu rosto repetido,

multiplicado, rindo ou pensativo,

para sempre Amado.

Cliz Monteiro
Enviado por Cliz Monteiro em 10/04/2015
Código do texto: T5201760
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