VEM COMIGO

Vem comigo apanhar estrelas penduradas no varal da noite. 

E vamos entoar o silêncio do orvalho

que acaricia as pétalas das açucenas ao luar.

Juntos seremos a brisa incessante a bailar os cabelos negros da noite.

E cachos dourados de sonhos nos trigais infinitos do bem-querer.

Carruagens de ternura já se adiantam na estrada.

E cavaleiros de lua já tangem esperanças pelos ermos.

E trilharemos esse desejo que espreita silente nas veredas.

E nos perderemos no sem fim desses grotões de carícias adivinhadas.

Errantes peregrinos, etéreos viajores

nos descaminhos de nós mesmos.

Cavalgaremos o alazão do destino,

cabelos ao vento, duas almas aladas. 

Tu e eu, juntos, cavaleiros do amor na solidão da noite.

Vem comigo, que é longa, mas alegre e promissora a jornada.

E tinem e refulgem os cascos de prata

erguendo poeira de estrelas,

sem medo de nada. 

Tu e eu, juntos, cavaleiros da ternura no dorso da noite,

dois brilhos de esperança tangendo cumplicidades.

E sentimos na pele a carícia da brisa

a inaugurar o esplendor de uma nova alvorada.

Esporeamos o horizonte e avançamos,

rédeas soltas, engolindo a madrugada. 

À frente tudo. Atrás, apenas a poeira. 

E rastros de ternura mapeando a estrada.

Vem comigo, que o amor na vida é tudo.

E sem amor a vida é nada.

------------------------------------------

OBS.

Este poema está no meu livro APENAS PALAVRAS,

que sairá agora em AGOSTO/2015...

Aguardem o lançamento...

José de Castro
Enviado por José de Castro em 21/06/2015
Código do texto: T5285084
Classificação de conteúdo: seguro
Copyright © 2015. Todos os direitos reservados.
Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor.