Princípio e fim

(... sim, é poesia! faz crescer as flores, e nasce nas flores crescidas.)

Percebem-se as letras ao vento, fermento dos versos no intento;

Na mescla que move à fantasia – lamúria e luxúria dos dias.

Diga-se de passagem: a paisagem pairou na barriga dele (grávido),

Pariu na paragem mais certa e reta – cerne que outrora tardia.

Faz-se poesia – fez-se cria – faz-se o poeta (ávido),

Criou-se a meta na metalinguagem em espectros.

Assombrando os muitos herméticos heréticos espertos

E espetando os pedantes pedintes descalços moleques.

Ao céu o seu mais lindo e redondo sol brilhante (enérgico),

Diamante dos dotes de deuses de doutrinas de histórias;

Ao léu as asas cresceram, veio no veio inspiração/sorrisos,

Ao velho ao novo ao menino – porta de início de índio de íngreme.

Prepara-se o leito quente – seio da mãe – leite materno,

Cobiçando o menino vadio, forte e inteligente (frenético),

As letras são o “norte”, coreógrafas convidando ao passeio (imagético),

Sem freio, meio – principio – confins sem fim... no íntimo eterno.

André Anlub

(1/2/15)