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O olho enxerga
A fé que é cega
A paixão que é cega
E o ódio que me cega
Ante a dura realidade

O olho enxerga
Mentiras ditas como verdades
Nascendo em frase dissimulada
A flor que jaz na alma amargurada
Padecendo em ressentimento

O olho enxerga
O cristalino do tempo
Na transparência das horas
A lágrima que ainda não choras
Retida em rancor mais profundo

O olho enxerga
O caminhar pelo mundo
Na tessitude da vida
A beleza da alma escondida
No poema que a ausculta

O olho enxerga
Aquilo que a mente oculta
Na quadratura dos cantos
A solidão nos recantos
Adormecidos do coração

O olho enxerga
O que nega a emoção
Das palavras sem consistência
O sentido da conveniência
Expresso em fatos distorcidos

O olho enxerga
Pedaços de sonhos perdidos
Dispersos pela amplidão
Prazeres que surgem e se vão
E que levam ao fundo do nada

O olho enxerga
A busca obstinada
Pelas coisas que não têm sabor
A ausência carente do amor
Na tristeza que não termina

O olho enxerga
A luz em meio à densa neblina
Mostrando o caminho seguro
A porta que encerra o futuro
Até onde a vista alcança.
Heldemarcio
Enviado por Heldemarcio em 28/09/2005
Código do texto: T54541

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Sobre o autor
Heldemarcio
Recife - Pernambuco - Brasil, 54 anos
48 textos (1430 leituras)
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Heldemarcio