Capa
Cadastro
Textos
Áudios
Autores
Mural
Escrivaninha
Ajuda
Textos
Texto

Nem corpo Nem alma

Nem corpo Nem alma,
Nem força nem Sábio. Perebas

A pele que sangra é selva turva
em vertigens, derrames viscerais
ausente d'alma.

O ser vazante resta em presságio.
Em guarda
Afronta um dialeto trapinho
revestido de tal lábia retalhos.

Pairam zumbidos do desafeto
anuviando o semblante já sem fé.

Os lábios pardos definham
fina linha donde brotam sorrisos
fétidos tamanha desumanidade.

Inerte!
Na turbulenta alma melancolia impera
Próxima à histeria remedia o caos,
garroteia suas feridas
e regurgita o aparato teatral.

A dor dantes inércia arremessa
ao mármore.
Como fênix renasce!

Revigorada em suas crenças natas
Se lança pulverizando saliva ao fático.

- As projeções são meras tolices.
Tolices.
Pro amanhã que tardou.
Tardou.
Nada mais.

Tomara que seja sol
Mas se chover...
Brotaram os viveiros do Ser Tão.
Vera Lúcia Bezerra
Enviado por Vera Lúcia Bezerra em 20/12/2015
Reeditado em 20/12/2015
Código do texto: T5486060
Classificação de conteúdo: seguro

Copyright © 2015. Todos os direitos reservados.
Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor.
Enviar por e-mail
Denunciar

Comentários

Sobre a autora
Vera Lúcia Bezerra
Brasília - Distrito Federal - Brasil
147 textos (2615 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 22/09/17 19:41)
Vera Lúcia Bezerra