como um insecto

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sinto um rumor de águas quentes. são rios que correm em mim com pressa de desaguar.

se adias o beijo, essa flor de mel em botão, é pecado!

mordo a nudez do gesto quando levas o dedo à boca.

no teu olhar vejo acres de papoilas. e leitos de restolho. e colchões de musgo à beira lago.

e caio, caio nas teias do teu ventre

e lá esperneio, e puxo, e repuxo, e volteio..

como um insecto!

um louva-a-deus excomungado!

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Luís R Santos
Enviado por Luís R Santos em 30/03/2016
Reeditado em 30/03/2016
Código do texto: T5589775
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