De vez em vez

De vez em vez,

Toda confeiteira perde o ponto

Todo burguês fica tonto, e se perde aos poucos o tato.

De vez em vez,

Toda confeiteira perde o ponto

E se cobra todo dia, se preocupa com a agonia do doce

Que perdeu.

De vez em vez,

Toda confeiteira perde o ponto,

E se pica forte e reclama da cereja que deixou de acrescentar

E faltou.

Toda confeiteira perde o ponto

Desespera pela massa que escorre entre os dedos e,

Nao cresce mais.

Perde o ponto

E briga, faz intriga derrama melancolia demais e deixa queimar

Deixa amargar.

O ponto

Que se perde e faz lacunas, deixa vácuos, deforma e salga

Que tempo nenhum há de curar.

Ponto.

Jaina
Enviado por Jaina em 25/05/2016
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