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Enfim... até sem sorrir!

                 [Enfim 4]


O tempo escorre, suave,
quando se trata
de nos darmos conta
de lhe sermos a margem.

Como a vida,
inventa novas formas
de nos tocar,
quase inocuamente;
de desencadear em nós
emoções em que retemos
o muito e o pouco,
desfrutamos
o dentro e o fora,
sonhamos
até sem sorrir.

Há uma luta heróica
mesmo só para se avançar
pela fímbria desconexa-incoerente
da consciência.

Temos, algures
as provas de contacto
de todas as cicatrizes.
...Algures por aí
a um canto da nossa memória
de anjos sombrios;
Ao menos, não há hemorragia
nem gangrena,
como também não há fuga
para onde se arraste
uma vontade relutante.


______________________LuMe
Luis Melo (www.lumelo.com)
Luis Melo
Enviado por Luis Melo em 04/10/2005
Código do texto: T56480
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Sobre o autor
Luis Melo
Portugal, 59 anos
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Luis Melo