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O Telefone

Olhei pela janela e avistei as luzes da cidade, que acesas pareciam uma constelação de estrelas sobre a terra, derrepente, percebi o quanto estava só e triste, os olhos que a todo tempo lançavam-se sobre a mesa na espera de um ligação que não vinha, por súbito  o telefone toca, as mãos mais rápidas que os olhos, lançam o aparelho junto aos lábios que em desespero brada um redondo alô!!! Mas do outro lado, apenas um voz que diz: - Desculpe foi engano!!! Volto a olhar as luzes que parecem zombar do meu desatino, a angustia toma conta do meu peito, e a dúvida dança em minha mente, que perturbada esta com a vil solidão, lanço pensamentos ao vento, esbravejo palavras sem sentido, aperto minhas mãos, enquanto observo meu hálito quente que se mistura à noite fria, formando um pequena fumaça branca que some em segundos na noite tristimentente escura, esta frio... mas é a minha alma que congela... sentindo  mais frio que o meu corpo, se me perguntarem  como esta  meu coração numa noite como esta, eu diria: - vazio como um lago  em tempos de seca , e duro como o carvalho que já passou dos oitenta... mas banhado pelo  sereno da noite que teima em desavisado , amolecer  o frívolo coração morto  em sentimentos... pela  inércia de quem supostamente diz te amar, talvez tal dor nunca sentiu... por que culpar o coração que não te quer amar, por que cobrar algo que não quer te dar, viver na sombras também não vou ficar, hoje de mim não quer cuidar, mas amanhã talvez, quando quiser me ligar... o som de ocupado,  isso é o que vai escutar...


Autor : Roberto Messias

lancellot
Enviado por lancellot em 04/10/2005
Reeditado em 26/10/2005
Código do texto: T56514

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Sobre o autor
lancellot
São Paulo - São Paulo - Brasil, 44 anos
14 textos (1545 leituras)
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