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Canto para a minha morte

Hoje fiquei com medo de pregar os olhos
Pensei que em qualquer vacilo
Qualquer cochilo
Chegaria o meu fim

Meu medo cresceu
Ficou tonto
O silêncio da madrugada
A lua empoeirada
O cenário

O medo morreu...
A morte tem cheiro de fumo curtido
Um toque de verde esmeralda
E alguns acordes de Mozart

A morte tem sabor de vinho tinto
Maciez de seda
Poemas de Poe

A morte é uma mulher atraente
Sensual

A morte chegou e foi embora
Como a brisa do mar
Deveria eu ter fechado os meus olhos
Talvez agora
Estivesse embriagado com o cheiro
Do charuto de São Félix.
Deijair Miranda
Enviado por Deijair Miranda em 06/10/2005
Código do texto: T57105
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Sobre o autor
Deijair Miranda
Pojuca - Bahia - Brasil, 41 anos
116 textos (5515 leituras)
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