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Balada da louca que comia poesia

Ela era loura
e todos a chamavam assim
as vezes pintava a boca
de-encarnado-rosa-carmim

beijava a boca do vento
andava envolvida em lençóis
vagava por entre nuvens
aurora, campina, arrebol

era louca
e todos diziam assim
lá vai ela, lá vai ela
e ela olhava pra mim

às vezes tirava a roupa
e dançava como poucas
o último tango em Paris

era louca
e comia penas
sentia dor nas pernas
e corria com as emas

nas manhãs de sábado
ela voava e fazia
careta para toda gente
depois comia poesia
sentada no batente

era louca
e todos diziam assim
lá vai ela, lá vai ela
e ela sorria pra mim
Gildemar Pontes
Enviado por Gildemar Pontes em 11/10/2005
Código do texto: T58869
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Sobre o autor
Gildemar Pontes
Fortaleza - Ceará - Brasil
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