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Soneto 05

Posto o dia sobre a mesa, passo a retalhá-lo
em pequenos pedaços de vício e monotonia.
Entrego meu tempo nas mãos duma harpia,
minha vida então toma forma de espantalho.

Nada de bom se vê? Existe algum remédio?
A idéia da esperança é bela mas morre cedo,
a regra é ser bom pasto onde cresce o tédio,
aprender novas formas de mentira e medo.

Minha alma morta não busca compreensão,
segue sozinha por esse caminho de loucura.
Enquanto queima o cigarro em minha mão,

O passar do tempo mantém sua estrutura.
Uma taça de vinho abençoa a minha solidão,
deglutindo a embriaguez, encontro a cura.
Jorge Ferreira
Enviado por Jorge Ferreira em 18/10/2005
Código do texto: T60798
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Sobre o autor
Jorge Ferreira
Salvador - Bahia - Brasil, 39 anos
5 textos (94 leituras)
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Jorge Ferreira