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PAÇO

O meu futuro eu mesmo escrevo
Nos versos de mais uma poesia leviana
Que revela para todos que eu amo,
Mesmo não amando ninguém.

Tenho em mim o que morreu
Mesmo não sendo absolutamente nada,
Não fazendo diferença alguma
Em cada palavra que eu cravo.

O meu destino cravo tecla por tecla
Nas frases de mais um conto irrefletido
Que revela para todos que eu luto,
Mesmo me escondendo em casca.

Tenho em mim o que sonho
Mesmo não interferindo
Níquel algum em cada paço
Que marco no caminho batido.

A minha sina marco na pele
Levando sobre os meus ombros
Cada afronte, adultério, injuria;
Atos dos quais orgulho-me.

Tenho em mim a fantasia
A loucura adulterada,
Um mundo profano
Inabitável, intransponível.
mário cardoso
Enviado por mário cardoso em 24/08/2007
Código do texto: T621738

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Sobre o autor
mário cardoso
Campo Grande - Mato Grosso do Sul - Brasil, 32 anos
370 textos (15028 leituras)
3 áudios (243 audições)
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mário cardoso