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ILUSÃO

ando por aí sem rumo
sopesando meu penar
e a miséria deste mundo
cortejando seus fantasmas

por entre mil caravanas
atravessando castelos
de areia tão branca, tão branca
que parece o nada mesmo

o nada infinito e simples
o nada em que nada seja
onde espontâneo melindre
de um ribeiro não serpenteia

onde verdíssimas folhas
não subtraem a luz, luz
débil, recente e tão nova
filtrada por comas invisíveis

que flutuam no ar; onde
um oásis vejo em miragem:
a ilha imersa, o sambaqui
pré-histórico que me cabe

donde venho de exumar
fósseis de estrelas extintas
vestígios de homens, de múmias
de corais de um mar que havia

João Lima
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João Lima
Enviado por João Lima em 25/08/2007
Reeditado em 15/02/2010
Código do texto: T623022

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Sobre o autor
João Lima
Duque de Caxias - Rio de Janeiro - Brasil, 29 anos
13 textos (264 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 17/10/17 06:24)
João Lima