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A Última Parada

A Última Parada

Entre embarques e desembarques,
Viajava a Vida pela estrada sem fim.

Ansiosa, hoje apenas escuta
O tilintar da última moeda
Na caixa registradora
Enquanto distanciada observa
Os vultos à estrada
Que vão ficando para trás.

Entre embarques e desembarques,
O ontem, o hoje e o amanhã
Misturam-se e se confundem.
Tal qual numa gangorra,
Ora vê o Amanhã “por cima”,
Noutro instante, é lá que avista o Ontem.

Já não distingue a tristeza,
As amarguras ou alegrias.
Apenas uma leve lembrança –
Que não ousa chamar saudade –
Teima em roçar-lhe a face enrijecida.

Entre embarques e desembarques,
Já é Primavera.
Absorta, acompanha pela janela
O vendaval de ramos levados pelo vento e
O cair nostálgico de velhas folhagens,
Substituídas por roupagens exuberantes.

Entre embarques e desembarques,
Já é Outono.
Percebe que depressa passou o dia
E que terminou a colheita.
Que é chegada a hora.
Agora desperta, a Vida distende o cordão.
Soa o sinal.
Pede passagem.
Tem pressa.
Eis que se aproxima A Última Parada...
Robério Matos
Enviado por Robério Matos em 11/09/2007
Código do texto: T648177

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Sobre o autor
Robério Matos
Natal - Rio Grande do Norte - Brasil, 65 anos
73 textos (3381 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 17/10/17 16:55)
Robério Matos