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Adeus, adeus...

 
Melancólico ficas quando parto,
E de longe não vês o meu aceno.
Não que o adeus - por Deus! - me seja ameno.
Não! Bem sabes que o adeus já me é farto...
 
Mas fica-me nos olhos o retrato
Do teu rosto silencioso e sereno,
Pois no meu, como em sulcos dum terreno,
Fica o mofino adeus no olhar abstracto...
 
E já se me despede a tua paisagem;
Já não alcanço o frescor dos teus lábios,
E os meus, saudosos, pranteiam ressábios.
 
Mas um dia saberás, p'los alfarrábios,
Naqueles de afogueada encadernagem,
Que o aceno, amor,  vai nas mãos da aragem...

Cristina Pires
Enviado por Cristina Pires em 14/03/2005
Código do texto: T6509

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Sobre a autora
Cristina Pires
França, 50 anos
87 textos (6676 leituras)
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Cristina Pires