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Adeus, desconhecido

Pode alguém dizer adeus
para quem nunca se conheceu?

Se disseres que sim,
confesso que perdi.
Se disseres que não,
não se afastes, então.

Não digas adeus, não digas,
não mate um coração de fadiga.
Se quero me aproximar
é porque não temo me apaixonar.


Se foges, é bem verdade,
não foges de mim, foges da felicidade.

Parece muito fácil dizer adeus
quando sua luz fere os olhos meus.

Fugindo assim, tudo fica no escuro,
roubas de mim a luz, a razão,
o tempo e todo o ar puro.

Tiras de mim a esperança,
e, sem ela, perco o rumo, o prumo,
o limão fica sem sumo, a flor sem odor,
a lua sem magia, o sol sem calor e
o futuro, quem diria, hoje já é amanhã,
e amanhã, é o ontem onde você não vivia.

Não brinco com a poesia,
brinco com a palavra.

Não brinques comigo,
brinque com um amigo.

Não fujas, eu lhe peço,
pareço piegas, eu sei.
Se fugires, não foges de mim,
foges dos beijos que não lhe dei.
Rogério Viana
Enviado por Rogério Viana em 14/03/2005
Reeditado em 14/03/2005
Código do texto: T6517
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Sobre o autor
Rogério Viana
Curitiba - Paraná - Brasil, 67 anos
190 textos (43220 leituras)
2 e-livros (8632 leituras)
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Rogério Viana