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MARTELO

A caixa de gás casbônico
vai à frente.
Dançando entre aqueles que ainda respiram
- Um cortejo.
Que roubem um ao outro o ar.
Eu sou o menino que vai por último.
A espera.
Uma gravatinha alinhada.Sapatos engraxados
e um terno encomendado da vizinha.
Velha triste...a tecelã de sonhos.
Tudo bem comportado como a corte de um rei mau.
É a vida essa bigorna.
E na morte eu não ouso definições. Outra espera.
Sempre nos dizem
o quão somos pequenos ou grandes
para dizermos sobre as coisas.
Então eu penso.
Penso agora uma lágrima e um sorriso
- É o bêabá de quando ainda somos um feto.
Isso me lembra soldadinhos de chumbo enfileirados
marchando rumo às suas casas.
Um banquete de tudo os aguarda.
Fizeram excelente trabalho.
Aqui todos vão chorar em breve.
E todos vão rir quando da chegada do dinheiro.
- Assim são os bons homens
e não raro  o são os cretinos.
pedro amaro
Enviado por pedro amaro em 21/09/2007
Código do texto: T661886
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Sobre o autor
pedro amaro
Barra do Piraí - Rio de Janeiro - Brasil, 30 anos
35 textos (1223 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 19/10/17 07:17)
pedro amaro