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Tempo do vigor ansioso


Quando discreto me insinuo
E dou sentido ao amor
Como se deus e o diabo
não existissem
a vida rasasse
O cansaço dos dias
E a morte espreitasse
O sono das cotovias
Devaneias

«Quando as coisas que me são estranhas»
Me arrebatam ao teu desejo agudo
Como se esta dor
Que me crispa
Fosse o calmo abjurar
Dos beijos
Soprados no limite
Da impúbere noite sem memória
Fantasias

Quando ambíguo
Tudo contemplo
Como se esta luz indefinida
Fosse o halo opaco
Secreto cheiro a cio
A perfazer o amor
De um outro céu
Uma outra pátria
Que espero em desespero
Sonhas

Pergunto-me a mim mesmo
Como se esquece a vida
Que se espera sem esperar
Que a morte consentida
Contente de tristeza
Devore
O corpo que anelávamos?

Horta, Setembro, 2007
In: Diário dos dias Brancos
Manuel C Amor
Enviado por Manuel C Amor em 21/09/2007
Código do texto: T662618

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Sobre o autor
Manuel C Amor
Horta - Açores - Portugal
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Manuel C Amor