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MORCEGO

Dizem que sou cego,
Mas enxergo como  você.
Não sei o  que é cor,
Mas sei onde está o sangue,
O peixe, o  fruto,o inseto,
Até mesmo a flor.
O som que eu faço,
É o  som que me conduz.
Fico sempre fora da luz.
Não tenho nada haver com o rato.
Nem faço parte das bruxas,
E nem sou sócio do  diabo.
O folclore que me estragou.
Sou um animal comum.
Posso até ser misterioso.
Pois tudo na minha vida,
Tem sentido curioso.
Moro em cavernas e em sótãos,
Por que as minhas asas são úmidas.
Por isso que não saio  ao sol.
Sou mal compreendido,
Mas sou símbolo de super-herói,
Não sou apenas o símbolo,
De um grande vampiro.
Sou um mamífero do vôo,
Querendo um pouco de respeito.
Este é o  meu...desabafo!

KUEY -26/09/07
kuey
Enviado por kuey em 26/09/2007
Código do texto: T669447

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Sobre o autor
kuey
Porciúncula - Rio de Janeiro - Brasil, 52 anos
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