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Jogos perigosos

[só a constância do fascínio ou sua verdade
me seguram, nada mais]


A minha palavra não permite a mistura;
não é água mansa, é fogo, linha dura
- é palavra de aço, de desatino -
é risco de faca, digital de destino


Esse blefe, essa isca, esse engodo,
pra mim é jogo que passo o rodo
- e nem me trisca o lombo -
deito os naipes e pago o rombo.
Cuidado comigo e cuidado com a palavra,
cuidado com a aposta dessa lavra.
Sou boa em qualquer jogo e no carteado,
jogo sorrindo, puxo um 'royal' no achado,
roubo se preciso, dobro as marcas,
tenho cacife e tomo tento das cartas.
Vê aí, peça mais uma, vê o que faz,
pouco pra mim é nada e não me satisfaz;
aposto todas as fichas, dobro e ainda lanho.
Se a tua mão tá boa, vem, paga pra ver
- na minha mesa a aposta é pra valer -

e nessa rodada, o jogo já tá ganho.

http://versosprofanos.blogspot.com/
Maria Quitéria
Enviado por Maria Quitéria em 27/09/2007
Código do texto: T671190

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Sobre a autora
Maria Quitéria
São Paulo - São Paulo - Brasil
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