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um amor que naufraga

Voa pelas tangentes prestes a desabar,
Se arrasta feito uma serpente no deserto,
Generaliza pontos de decepções vulgares,
Pegadas constantes se vêem de perto,
Um deserto, juras e compromissos,
Firmados naquele dia no altar,
Momentos ímpares que foram buscar,
Lágrimas que me fizeram respirar.
Foi assim quando olhei em teus olhos,
E dissemos um ao outro “sim”, que
Agora não sei o que significa;
Para nós, para você, e para mim?
Um campo restrito do peito está sendo
Invadido pelo rancor, onde morava somente amor, amor?
Quem pode descrever algo que acaba substituindo um valor,
Sejamos humildes ao se render
Para o diálogo formal, sem que haja na cena um agressor,
Ah! quando me lembro daqueles momentos que beijava tua orelha,
Você ficava vermelha, tua pele em arrepios buscava o frio,
Ali tudo preenchia nada ficava vazio.
Tua boca um favo de mel, que eu sugava, sugava e não chegava ao final,
Uma tentação irresistível que se findava em sussurros esplêndidos de prazer,
Prazer porque dois corpos em matéria se queriam,
Era um buscando no outro o momento de se completar e vencer.
Porém, todas essas fantasias que agradam, hoje são vagas,
Diante de um grande amor que naufraga.
maninhu
Enviado por maninhu em 01/10/2007
Código do texto: T676612

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Sobre o autor
maninhu
Rondonópolis - Mato Grosso - Brasil, 53 anos
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