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Um verso, dois versos, três versos paraplégicos

E quando os pássaros se calam
E nada mais faz sentido
Quando eu grito, eu choro e perco o juízo
É tudo muito prolixo.

É como o vento, suave, forte, mestiço.
É como a lua, alta, linda e sozinha.
É como o amor, triste, feliz, grotesco ou conciso.

Evitar a dor de hoje é esdrúxulo
Como o súbito sopapo na cara
O que vir amanhã? O que é hoje? E por que aconteceu ontem?
Faltam-me versos, vocábulos, letras, palavras por incomensurável dor

À noite sento ao meu jardim
Parafraseio versos, grito, choro e penso...

As sombras encobrem meu rosto em lua de cetim
Onde uivam os grandes amores.
Fico a pensar, se o tempo não andasse seria um castigo de Deus
E se ele parasse nesta monotonia que já é o dia
Só sobraria eu e minha agonia.
Geovanny Lino Coutinho
Enviado por Geovanny Lino Coutinho em 08/10/2007
Código do texto: T685616
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Sobre o autor
Geovanny Lino Coutinho
Olinda - Pernambuco - Brasil, 27 anos
32 textos (919 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 24/10/17 10:02)
Geovanny Lino Coutinho