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canto aos meus e aos mais

em memória de Paolo Augusto

canto o quanto canso
o quanto bebo
bebo à vitória
dos que já foram
presos

num passado
onde habita um dita-dor
em estado de permanência
continência
já era

havia noutra era
em mim um pássaro
à procura de livra-se
porque li-ber-da-de
era uma meta
não uma opção:

o escravizado negro
o branco
escravizado

canto o quanto canso
o quanto
bebo aos meus e aos mais
que já foram
amar em outras dimensões.
José Leite Netto
Enviado por José Leite Netto em 09/11/2005
Código do texto: T69112
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Sobre o autor
José Leite Netto
Fortaleza - Ceará - Brasil, 42 anos
13 textos (3643 leituras)
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José Leite Netto