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Solidão que mata e afaga

Furtei daqueles bosques, rosa serena
Foste a mais impetuosa das lembranças
Que outros senão teus olhos, alva criança
Tens na natureza este traço de poema

Cada suspiro da relva, ou brisa do anoitecer
Fere os umbrais de minha alma, tão reclusa
Cada sibilo dos bosques, ou as lágrimas do entardecer
Nelas toco o escuro de memória difusa

Penso, logo existo; existo, logo sangro
Nestas claras palavras traço meu caminho
Creio, logo me iludo; me iludo, logo sangro
Nestas meras palavras tenho meu exílio

E tão logo me iludo, ou tão logo confirmo existir
Vago insone pela cura de meu veneno
Pois na mesma solidão em que a morte tenho
Tenho a vontade de persistir
Márcio Ferreira
Enviado por Márcio Ferreira em 14/10/2007
Código do texto: T694284

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Sobre o autor
Márcio Ferreira
Campinas - São Paulo - Brasil, 26 anos
12 textos (645 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 17/08/17 07:37)
Márcio Ferreira