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COMPASSO

COMPASSO

Se o azul custar a chegar,
se o pão faltar sobre as mesas,
se o país vier a sofrer mais,
o que pensará o que tudo vê?
Se o amanhecer for questão de negócio,
se as mercadorias tomarem vida própria,
o que pensará o que tudo vê?
Estará conosco em nossas batalhas?
Ardendo está o coração da terra
e o pai das luzes a chorar distante...
Estará conosco o apreço e o reverdecer,
se o amanhecer custar a chegar
e a prece infinda não for mais
uma  obrigação?
Estaremos lá em compasso de espera
na ânsia de libertar-se.
As cores darão seus brilhos,
mas tão mísero é o presente.
Se o azul custar a chegar,
o que será de mim, Senhor?
Espera o dia ao preço do nada.
Espera o cântico ao preço de uma nota
e o compasso se transporta no tempo.



FERNANDO MEDEIROS
Campinas, é primavera de 2007.

FERNANDO MEDEIROS
Enviado por FERNANDO MEDEIROS em 16/10/2007
Código do texto: T696577

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Sobre o autor
FERNANDO MEDEIROS
Campinas - São Paulo - Brasil, 54 anos
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