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Saudade docê

Saudade doce é quando se sabe que verá em breve
E a distância real não dura o tempo de 1 cigarro e meio
É notar o cheiro na memória, sem pressa, sem anseio
É desenhar no corpo o sentir de uma essência leve

Saudade doce é quando instigamos os nossos sentidos
Degustando pele pela lembrança das papilas e pálpebra
E achamos em cada poro, um pólo, um porto, uma vértebra
Reconstruindo e redesenhando as asas dos anjos caídos

Saudade doce é emanar pensamentos que se tornam energia
Que toca com o braile da alma cada riso, matando a razão
É a leveza voando e tudo que não sorri, quebrar ao cair no chão
Varrendo versos que reviram cabelo solto envolto em ventania

Saudade doce é sorrir pra dentro dos olhos que já miram mel
Que encobre o corpo e a mente, mesmo quando se está perto
É evocar por rituais de músicas e palavras de destino incerto
Escrevendo estórias que pairam nas linhas da terra ou do céu.














Marina Mara
Enviado por Marina Mara em 17/10/2007
Código do texto: T697754
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Sobre a autora
Marina Mara
Brasília - Distrito Federal - Brasil, 38 anos
29 textos (1187 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 19/10/17 03:55)
Marina Mara