O QUE RESTA

O QUE RESTA

Na inércia do tempo

Na inquietante audácia

Driblando o mau que manifesta

Por desconcertados rumos

Quando a sombra se revela

Nas notas dolentes da solidão

Salve-se o que resta

Na indefinição astuta do que vejo

Descortino certeira o que resta

Pois despe-se e resta decerto

Afogar-se no azul de um sonho

Refugiar-se no deslumbre do verde

Delirar no desalinho do vento

Adentrar nos passos andantes da liberdade

Reinventar o futuro

Mary Fa
Enviado por Mary Fa em 29/08/2020
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