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Confidências

Talvez a fala seja ouvida num futuro distante, se um dia, por acaso, pousarem olhos, nas linhas e entrelinhas desses pensamentos.
Então, os escritos ganharão voz.
Mas pode ser que para sempre emudeçam.
Não importa.
Só a urgência da desopressão.

Mistérios do tempo que não se repõe.
Em um átimo, ela vê-se mulher.
Percebe-se sozinha.
Mas sente-se rica.
Opulência do filho tesouro.
por ela, conduzido, aos braços do mundo.
Filho: valor único que carrega consigo.

As jóias que teve penhorou.
A herança demora a chegar.
E as pessoas, todas elas evadiram-se em brumas de vida e de morte.

Amou uma vez.
Como foi grande aquela paixão.
Lembra os incontáveis sorrisos que deu.
Os beijos trocados, sob olhar que devora.
 A fragrância evapora sangue suor
Hoje, tudo deteriorado
Transformando-a em ilha.
Rotina de vida passada na penumbra da casa fechada
No frio do escuro de quem nem quer mais ver o sol.

Ele comemorava sem ela
Povoado de amigos que riam demais.


Magdala Moreira
Enviado por Magdala Moreira em 23/10/2007
Código do texto: T705859

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Sobre a autora
Magdala Moreira
Niterói - Rio de Janeiro - Brasil
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Magdala Moreira