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O VENTO DO TEMPO

O VENTO DO TEMPO

A ventania estremece os alicerçares
Dos muros, das casas, das favelas.
Entra sem pedir licença,
Invade nosso mundo com gulodice de vida urgente.

A ventania refresca os ambientes deixando leve o ar,
Fazendo-me pensar no que deixei para hoje, ontem;
No que perdi nos ventos sem me dar conta desse agitar
De vida muda.

As pessoas mudam as casas.
Com a ventania, as pessoas tornam-se mais gente,
Mais fragilizadas e mais bonitas.

A ventania limpa os poros dos pulmões,
Inflando o peito do desânimo, buscando do fundo do ser,
As cicatrizes sem dono.

A ventania é uma vida que não é nossa;
É um exalar de energia que nasce
Não se sabe de onde e nem como.

No íntimo, a ventania é a indisciplina que não cometemos,
É o querer levitar, é aspirar à própria vida.


Elvira Pereira de Araújo
Enviado por Elvira Pereira de Araújo em 23/10/2007
Código do texto: T706330

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Sobre a autora
Elvira Pereira de Araújo
Natal - Rio Grande do Norte - Brasil, 53 anos
65 textos (4294 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 21/11/17 06:15)