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NAPOLEÃO EM SANTA HELENA

NAPOLEÃO EM SANTA HELENA
DON ANTÔNIO MARAGNO LACERDA

Napoleão - Nascido em Ajacio ( Corsega), em 15.08.1769
Falecido no exílio na Ilha de Santa Helena, em 05.05.1821

Do povo nunca escravizado,
o corso Napoleão Bonaparte,
em Santa Helena é perturbado.
Único passatempo; a arte.
 
Da Providencia instrumento
dita constituições em terras estrangeiras.
Campanhas poderosas em movimento,
protótipo de virtudes primeiras.
 
De sonhos ousados, suas ações.
Das Grandes Conquistas pôr temeridade.
Sabe reagir às traições,
da luta re-surge com vontade.
 
Soldados sujos de conflitos,
lambuzados de neve e sanha.
Pôr trezentos mil mortos,
mais cem mil arrebanha.
 
De Moscou a grande retirada.
Pelo frio a tropa em fadiga,
reage com força redobrada,
fendendo a linha inimiga.
 
Acolhidas pôr rajadas pungentes,
com a espada se cobrem de glória,
a raiva as torna mais forte.
Conquistam, ainda, vitória.
 
Dos Alpes, a penosa travessia.
a cidade de Roma conquistada.
Dos bivaques hospitais ele cria,
nos vilarejos, escolas levantada.
 
As tropas nas lutas aligeira,
espalham tempestades pesadas,
terror trágico e tristes cenas,
em triunfantes cavalgadas.
 
Atrás da cavalaria francesa,
bêbada de sangue, artilharia avança.
A inimiga tropa alemã e inglesa,
enfrentada a sabre e lança.
 
Bonaparte é carisma.
Um símbolo comandando.
Novas tropas reclama,
carretas de artilharia rodando.
 
Substitui batalhões inteiros.
Basta gritar: "Bonaparte".
açoitado pôr inimigos altivos,
marcha;peregrino de Marte.
 
A derrota é pôr ele desprezada.
Seu magnífico conflito,
estremece a Europa espantada,
em glórias de corpo e espírito.
 
Dos parentes a traição pesada,
do soldado a fidelidade extrema,
em Santa Helena tudo acaba:
"Basta!Deixem-me a sós."-reclama.
 
Na triste ilha rochosa e fria,
Imperador na prisão desolada,
seu palácio uma estrebaria.
Sua alma dilacerada.
 
Impensável a fuga do exílio,
"Resistir";o lema do soldado.
Da história diamante e lírio,
na inóspita ilha é forçado.
 
Mas, reage Bonaparte.
Da razão soberano e autor,
com a alma serena e arte,
é criados. Não destruidor.
 
De Santa Helena faz nova Savona e Parma,
de Auterlitz, Piemonte e Pirineus precipita,
de Sevres, Tours e Lyon a chama,
do Reno e do Ródano; agita.
 
Novas tropas instiga,
trabalhadores de pás armados,
para diminuir amargura antiga,
daqueles que na ilha são criados.
 
Arregimenta indianos e chineses,
franceses, e moços de estrebaria,
plantando arvores e flores,
todos trabalhando em harmonia.
 
Obra de amor e delicadeza,
faz da ilha um jardim verdejante.
Flores e arvores com sua beleza,
saciando a vista do viandante.
 
As leais sentinelas vigiam com atenção,
o seu último suspiro; é verdade.
Emitido com profunda emoção,
no leve vento da Santa Eternidade.
 
 
DON ANTÔNIO MARAGNO LACERDA
Prêmio UNESCO/jornal/poemas

Enviado ao Grupo pelo próprio Autor
Nossos agradecimentos

www.jornaldosmunicipios.go.to
DON ANTONIO MARAGNO LACERDA
Enviado por DON ANTONIO MARAGNO LACERDA em 17/11/2005
Código do texto: T72616
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Sobre o autor
DON ANTONIO MARAGNO LACERDA
Campinas - São Paulo - Brasil, 79 anos
55 textos (2587 leituras)
2 e-livros (95 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 04/12/16 10:42)
DON ANTONIO MARAGNO LACERDA