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A Fábula do Sol e da Lua

O sol mudou
o curso do rio
depois
iluminou o umbral
vestiu-a de Kilimanjaro;
noite, sidra e marfins
aos pés da lua
ele depôs.

Sem dar por contas
ela dizia:

“Por mim
qualquer cousa
seria”.

E por amar
assim
tanto, esta lua
verteu-lhe para o latim
uns mil poemas de amor
deu-lhe a pedra de toque
se esponjou na salmoura
colheu no jardim saduceu
dentre todas, a mais bela rosa.

E ainda assim
esta lhe falou:


“Não cuides tanto
por mim
pois compraz-me
qualquer cousa”.
 
Quando ficava mortiço
é que a lua aparecia
quando sem luz e mofino
fêmea,  ela resplandecia.

E depois de dançar a larga
qual ninfa solta no céu
em um tal rito de alegria
ao ouvido do sol triste
a lua suave dizia:

“Senhor sol meu, tão querido!
Mal não lhe fará
entender o que lhe digo;
não me faltarão riquezas
amores e nem honrarias
porquanto minha é a dádiva
de banhar de nívea prata
sobre o mundo
a qualquer cousa”.
RicardoSReis
Enviado por RicardoSReis em 14/11/2007
Código do texto: T737643
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Sobre o autor
RicardoSReis
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil, 59 anos
25 textos (917 leituras)
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