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Décima prateleira à direita.

Meus olhos escaparam de minha face,
Minha boca subiu pelas paredes,
Meu nariz parou de respirar o oxigênio velho e pesado.
Coitado! Meus ouvidos, seus tímpanos estão vencidos.
Meus braços engessados, e minhas pernas amputadas...
Alguns miseráveis puseram meu coração na geladeira de baixo...
Do que resto do meu cérebro, os pombos se alimentam...
O que restou de mim, é encontrado na décima prateleira do segundo andar,
Primeira a direita,
Sempre esperei por mãos claras e ingênuas podia ser as suas,
mas só encontro o tempo passar, e a poeira chegar.

PINDORAMA
Enviado por PINDORAMA em 20/11/2005
Código do texto: T73786
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Sobre o autor
PINDORAMA
Três Rios - Rio de Janeiro - Brasil, 31 anos
8 textos (187 leituras)
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