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Alguém




Eu sou aquela que deambula
Sou a que na vida perdeu o norte
Eu sou ainda a que espera a sorte
Que grita e sofre e gesticula.


Na rua passo ninguém me vê...
Chamam –me triste e não sou...
Choro na vida não sei porquê...
Talvez recordando o tempo que passou.


Sou aquela que muito quer
Sempre com a mesma doçura
Sou ainda a que se sente insegura
Nesta vida...de outro qualquer.


Vivo no meu castelo de sonho
Esperando sempre por alguém
O dia passa enfadonho
Espero, espero e... a horas vem!


As pedras gastei de caminhar
Dia e noite sempre a sonhar
Gastei-as esperando realizar
O que na vida é difícil encontrar


Triste claustro aonde moro
Nele rezo, rio e choro
É a alma de alguém
Que espera nada vem...de ninguém



Odete Simões
Enviado por Odete Simões em 18/11/2007
Código do texto: T741941

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Sobre a autora
Odete Simões
Portugal, 91 anos
68 textos (408 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 17/08/17 14:52)
Odete Simões