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A flor seca em sua redoma de ódio

Na cápsula em que vives - onde não há frio, amor
ou outro tipo de afetação inútil,
brota, inevitavelmente violento, o rancor.

Não chamarão de mundo esta cova
onde te enterraste: o mundo, por sombrio que seja,
é algo vivo, pulsante, desgraçadamente honesto.
Tu escolheste a mágoa como caminho,
o ódio feito arma de combate.

Gritos escapam de tua pele.
Que és agora, senão um bruto desespero nu?
Temes o silêncio, que explode dentro
de ti como uma angústia atômica.

Tua mente delirante
inventa conspirações jornalísticas.
Manchetes de sangue escorrem
dos teus olhos secos.

Não és alguém: tampouco és nada.
És a própria ausência de ti - um buscar
eternamente desencontrado
de ser.


p.
Jorgito
Enviado por Jorgito em 20/11/2007
Reeditado em 20/11/2007
Código do texto: T744395

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Sobre o autor
Jorgito
Bento Gonçalves - Rio Grande do Sul - Brasil, 34 anos
62 textos (1935 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 23/10/17 11:40)
Jorgito