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Sem título(94)

Estouro como um poema nunca escrito

Impludo nas palavras omitidas -os poemas que não se escrevem
 
Rebentam dentro de nós-  as palavras que me sonegam

Escrevo-as com sangue altissonante

Escrevo a vossa mudez na nudez da minha loucura


Visto-me de nada nos atavios das vossas mascaradas

Sorrio no meu homicídio

Venero as minhas mãos assassinas de mim

Honro-me no sabre do samurai

E socraticamente cicuto-me


Dionísio Dinis

Dionísio Dinis
Enviado por Dionísio Dinis em 23/11/2007
Código do texto: T749366

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Sobre o autor
Dionísio Dinis
Portugal, 55 anos
126 textos (5426 leituras)
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Dionísio Dinis