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Viagem a mim mesmo

Como pensamento que se forma em minha mente
A realidade se desfaz em minha alma errante
É o começo da disritimia profunda dos arcanjos
Delimitando a simetria complexa desse sentimento.

Trovões ecoam nesse corpo vazio de ilusões
Derramando o cálice amargo do vinho da solidão
Apaga-se na escrivaninha um resto de cera e cordão
Escurece o canto vazio na sala neste turbilhão.

A pena não mas toca a fina folha de papel branco
Parece que roubaram as palavras escritas
Farrapos de sentimento dispersados em conversas
Formando diálogos melancólicos e sombrios...

Fazem-me tocar as paredes frias a escuridão dos dias
E estonteante essa maneira desarmonizada de amar
As fotos amareladas pelo tempo, os livros guadardos,
Queixo-me ao carrasco sem respostas alguma.

Castram-se as vaidades dos moços que sonham
A nudez do espírito frágil, corredores de portas vazias
O cair da chuva no telhado recordam amores vividos
O cair da noite traz novos fantasmas que passam...

Libertando de si mesmo e voltando a realidade
Os ponteiros do velho relógio estão cada dia mas rápido
Transparecem as lagrimas do amor que ainda sangra
Volto ao corpo caído no chão, eu mesmo...



Edson Junior
Enviado por Edson Junior em 24/11/2007
Código do texto: T750670
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Edson Junior
Recife - Pernambuco - Brasil
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Edson Junior