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Amo-te

Amo-te pleno e absoluto
Plexo, pélvico, total
Amo-te como o pássaro ama a primavera
Como a mãe ama a espera
Do filho que ainda brota no ventre
Amo-te pra sempre
E tanto e incontável e indizível
Não porque seja secreto
Mas por não haver palavras
Amo-te como vicio que não se acaba
Como brasa que ainda consome
Soprada pelo vento e se espalha
Amo-te como a terra em cio
Recebendo a semente e se molhando
E amando assim devolve frutos e sementes
Amo-te, ato continuo e eternamente
Feito dizima que não se acaba
Feito a expansão serena e infinita do universo
Amo-te silenciosamente e aos gritos
Com calma, com paz e com fúria
Com afeto, com amor, com tesão
Amo-te apertado feito nó
Cego, surdo, entregue
Amo-te, ponto. E só
Marcelo Moro
Enviado por Marcelo Moro em 24/11/2007
Código do texto: T750679

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Sobre o autor
Marcelo Moro
Americana - São Paulo - Brasil, 46 anos
101 textos (2467 leituras)
2 e-livros (41 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 22/08/17 23:42)
Marcelo Moro