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Cupido adoecido larga flechas no umbral

Trabalho ingrato
Mal agradecidos
todos os amantes,
tão fingidos

Cupido reclama
não quer mais poemas
nem ais, nem chamas

Que se matem todos
culpa alguma,
de terem inventado
mal amado amador

Larga os trouxas
e na rua
bebe de Baco
o fel do arrependimento

Vai cupido, leva os teus olhos
mais cegos que a justiça
(que tem venda de seda,enquanto as tuas são de cera)

Se não mais existires
não mais te culparão
de assassinatos, suicídios
e depressão

teus devaneios, teus desenganos
terão mesmo valido?
se te vai, leva contigo
também esse segredo

Vai ex amigo,
a quem tanto procurei
e do qual agora eu fujo.
Leva a minha rasura,
não tenho vocação para o amor.

vai sem demora
tua rima me irrita
teu cheiro nauseia,
tua mão enoja

vá com todos os santos
os franciscos, os antônios

aqui esperarei, tola
que me convença
do contrário
desafinada
Enviado por desafinada em 25/11/2007
Código do texto: T752221
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Sobre a autora
desafinada
São José - Santa Catarina - Brasil, 36 anos
62 textos (3290 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 21/10/17 19:16)
desafinada