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Mente! Caroço de jaca é o que tu pensas.
Sua forma, sua maldade tão doce
Só faz esquecer o visgo do seu tecer idéias.
Mente! Que igual ao tamanho da jaca, pensas;
Mente! Que quando nua de todo o tamanho, caroço;
Mente! Que no seu desdobrar idéias, doce;
Mente! Que no seu cativo de mentes, visgo;
Mente! Que ao delinear as mais puras idéias...
Complica-se complicando, com isso
Fazendo odiar se amando, devassando
O mais puro sentimento.
Mente! Que magicamente trama idéias num olhar,
Aquele, que fita transparecendo ser o mais puro, o meigo.
Mente! Que diante de outra mente, mente...
Dando forças às suas intrigas.
Mente! Que domina mente, fazendo muitas mentes
Serem dementes.
Mente! Que quando policiada psicologicamente se libera,
Dando ares de bom senso ao seu analista para o analisar.
Mente! Que por fome e por sede, hoje, deixa de ser gente.

Vicente Freire – 09/04/1985.
Vicente Freire
Enviado por Vicente Freire em 02/12/2007
Código do texto: T761264

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Sobre o autor
Vicente Freire
Belford Roxo - Rio de Janeiro - Brasil, 63 anos
280 textos (22853 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 23/08/17 04:00)
Vicente Freire