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Pedras

São de pedras,
muros e estradas,
pedras leves
por tempos tão quietas,
e se seguem
como sendo
sempre certas,
como marcas
de caminhos invisíveis.

Dormentes, calmas
quase mortas,
assistem ao desfile
sem desvelo,
convivem sem contar
com o desespero,
aos pés afiados
que lhe cortam.

São de pedras
os meus olhos
e os meus dentes,
pedras brutas
já cobertas pelo lodo,
não se sentem
como pedras dos caminhos,
mas se cansam
pelo enfado do engodo.

Vai meu coração!
em ti existe
as pedras
mais polidas deste mundo,
mostrai às outras pedras
que em teu fundo,
ainda vive
a bela pedra que insiste.

Marco di Aurélio
Enviado por Marco di Aurélio em 25/11/2005
Código do texto: T76269
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Sobre o autor
Marco di Aurélio
João Pessoa - Paraíba - Brasil, 64 anos
6 textos (358 leituras)
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